sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Da chegada do amor

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse. 

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse. 

Ah, eu sempre quis um amor que amasse.

Só de sacanagem


Meu coração está aos pulos! 

Quantas vezes minha esperança será posta à prova? 

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. 

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? 

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? 

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. 

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. 

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. 

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau." 

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
Antes de você partir eu jurei a mim mesma e a você de que não iria chorar, que não iria sofrer, mas não consegui. Já são quase dois anos e eu ainda choro todas as noites, choro de saudade, choro de alegria por ter tido a oportunidade de ter vivido ao teu lado. Sei que é egoísmo dizer que eu não queria que você se fosse, e eu não queria mesmo, aliás, nunca me passou pela cabeça que esse dia iria chegar e estava mais perto do que eu esperava. Mas sei que foi melhor assim, melhor pra você que não ficou sofrendo! É, você se foi e deixou saudade, deixou alegria e boas lembranças. Você se foi e me deixou, me fez crescer e ver a vida de um outro ângulo ... me fez acreditar e a ter fé de que um dia nos encontraremos de novo. E nós vamos nos encontrar de novo! Sei que nesse exato momento você está do meu lado, como me prometeu, sinto sua presença aonde quer que eu vá ... eu te amo e vou te amar por toda eternidade, minha mãe postiça. (L)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Mas se você deixar por um minuto de se concentrar apenas nos seus problemas, deixar de pensar que é o único que os têm, verá que há ainda algo de muito importante a fazer por alguém. Esse ato fará com você perceba que você é muito mais que seu ego ferido e esse complexo de vítima, que desnorteia e emperra a vida de tantos seres humanos e os aprisiona ainda mais no estado de infelicidade."
te quero, comigo, mais que uma amiga eu quero ser tua namorada. te peço uma chance, pense com carinho nessa eterna apaixonada ♪

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Zzyzx Rd

I don't know how else to put this

It's taking me so long to do this
I'm falling asleep, but I can't see straight

My muscles feel like I may lay
Body is curled in an U shape
I put up my best, but I'm still afraid

Propped up by lies and promises
Saving my place as life forgets
Maybe its time I saw the world

I'm only here for a while
patience its not my style
and I'm so tired that I gotta go

What am I supposed to want now
what am I supposed to do?
Did you really think I wouldn't see this through?

Tell me I should stick around for you
Tell me I could have it all
And still I'm too tired to care and I gotta go

I get to go home in one week
But I'm leaving home in three weeks
They throw me a bone just to pick me dry

I'm following soothing directions
I crawled up inside for protection
I'm told what to do and I don't know why

I'm over-existing in limbo
I'm over the myths and placebos
I don't really mind if I just fade away

I'm ready to live with my family
I'm ready to die in obscurity
'cause I'm so tired that I gotta go

What am I supposed to want now?
what am I supposed to do?
You still don't think I'm gonna see this through

Tell me I am part of history
Tell me I can have it all
And still I'm too tired to care and I gotta go

sábado, 21 de janeiro de 2012